Bandas de Piúma-ES de fora do carnaval

Publicado em às 13:16.
Por Luciana Maximo

A Prefeitura de Piúma optou por não contratar as bandas da cidade, neste carnaval volta o rei Beto Kauê, a cantora Taiana França, pivor da discussão entre Max e Kauê e uma banda de Salvador

 

 

Apesar da Lei nº 1.943/2013 ser aprovada pela Câmara Municipal de Piúma e sancionada, o prefeito José Ricardo Costa assinar o Decreto Nº. 1.079 de 24 de janeiro de 2017 Regulamentando a referida lei de 17 de outubro de 2013, que dispõe sobre a apresentação de músicos e bandas locais nos eventos apoiados e realizados pela Prefeitura, as bandas da Cidade das Conchas não foram contratadas para se apresentarem no trio elétrico durante o carnaval 2018.

As bandas MC6, Astral, Santarens, KS10, Tomaê, Esquenta Saia, os músicos, Berola autor Da música Gírias de Piúma e vocalista do Bloco do Mé e Eliana Sabino, além dos artistas que tocam em diferentes eventos e espaços estão excluídos da programação de carnaval da cidade.

Pelo talento e reconhecimento público, a maioria deles já estão com contrato assinado em municípios vizinhos. Tomaê por exemplo, KS 10 e Banda MC 6 estarão se apresentando todos os dias do carnaval, menos em Piúma, terra onde defendem, vivem, pagam suas contas e criam suas famílias.

A título de exemplo, a MC6 tem 27 anos de estrada e nunca ficou de fora do carnaval, tem fãs da banda que alugam os apartamentos próximo da avenida e esperam a banda com cartazes e faixas.

A Reportagem tentou falar com o ex-secretário de Turismo, Kauê Oliveira para que ele explicasse o porquê da exclusão das bandas da programação oficial do trio elétrico, uma vez que incialmente ele é que tinha organizado a contratação dos músicos. Kauê está de férias e fora da cidade, ele foi substituído por Max City, que deixou a secretaria de Desenvolvimento para assumir o Turismo, e assim poder fazer os pagamentos do cantor Beto Kauê, contrato pelo filho enquanto secretário de Turismo.

Entretanto, Max City não falou com a reportagem que insistiu diversas vezes para que ele explicasse o que houve afinal de contas, já que muitos turistas chegam à cidade e já trazem faixas com os nomes das bandas de Piúma.

A Reportagem também tentou falar o prefeito Ricardo Costa, nesta terça 00h47 ele disse pelo WhatsApp que estaria verificando no dia seguinte os questionamentos feitos pelo jornal, entre eles: o que houve em relação a não contratação dos artistas locais para tocar no trio elétrico durante o carnaval? Em tempo foi sugerido ao prefeito explicasse a lei que ele sancionou e alterou na Lei n. 2.219/2017 que dispõe da obrigatoriedade de contratação de bandas locais nos eventos realizados pela Prefeitura. “Vou verificar e amanhã eu falo”. (A edição do jornal foi fechada as 9h08 desta quarta-feira, 07, sem a resposta do prefeito).

Na tarde desta terça-feira, 06, o secretário de Turismo Max City falou rapidamente por telefone que estava indo ao Ministério Público – MP participar de uma reunião sobre o tema carnaval. Ele confirmou três nomes para o trio, Berto Kauê, Taiana França e uma banda de Salvador, não informou os valores, nem mesmo as datas que as mesmas se apresentam.

A informação que a reportagem recebeu de Kauê, há aproximadamente 15 dias, era de que o cachê das bandas era alto para a Prefeitura, e o prefeito teria solicitado ao secretário que negociasse o valor para R$10.000.00, acontece que algumas dessas Bandas como MC6 e Tomaê já tem registros em diários oficiais com valores maiores e se baixassem o preço estariam se prejudicando mais na frente em outras contratações fora da cidade. Vale ressaltar que em 2008 a Banda MC6 foi contratada por R$8.000.00 e no ano passado foi contratada em outras cidades por R$ 15mil e depois desses anos fez diversos investimentos em instrumentos e acessórios, além da profissionalização. Não somente a Banda MC 6 como as outras também investiram.

Alexandre Adão, proprietário da Banda Santarens disse fechou agenda em Marataízes, Itapemirim, Presidente Kennedy, Anchieta e tem duas datas reservadas em cidades de Minas Gerais para tocar no carnaval enquanto em Piúma nem mesmo foi contatado para participar da programação. “Sentimento de pura tristeza, fechar em outras cidades enquanto na minha própria onde gasto o dinheiro que recebo não tive oportunidade”, desabafou.

 

LEI

Lei nº 2.219, de 25 de agosto de 2017 – altera a Lei nº1.943, de 17 de outubro de 2013, que dispõe sobre a obrigatoriedade de apresentação de músicos e bandas locais nos eventos apoiados e realizados pela Prefeitura.

Diz a lei, “o povo do município de Piúma, por seus representantes legais, aprovou e o prefeito em seu nome sanciona a seguinte lei:

Art. 1º Passam a vigorar com a seguinte redação os dispositivos adiante enumerados da Lei Nº 1.943, de 17 de outubro de 2013:

1 – O caput do Art. 1º. “Fica obrigatória a apresentação de músicos, Cantores e bandas locais em todos os eventos realizados pela Prefeitura ou que dela recebam qualquer apoio logístico, financeiro ou executório”;

II – o art. 2º: “Art. 2º Em cada evento, deverão ser disponibilizados aos músicos, cantores e bandas locais a mesma carga horária destinada a outros artistas contratados, de expressão regional ou nacional. Parágrafo único. Obrigatoriamente, os músicos, cantores e bandas locais deverão ser empresariados por empresa estabelecida regularmente em Piúma.”;

II – o art. 5º: “Art. 5º Mensalmente, a Secretaria Municipal de Cultura providenciará o cadastro de todos os músicos, cantores e bandas de Piúma. § 1º Somente serão cadastrados, vedada qualquer outra restrição ou exigência, deles sendo exigidas apenas cópias de documento oficial de identificação, do título de eleitor e do CPF, os músicos e cantores residentes e domiciliados no Município de Piúma há mais de 3 (três) anos. § 2º No caso de bandas, a exigência do parágrafo anterior somente será aplicada a, pelo menos, 60% (sessenta por cento) dos seus membros”.

Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Piúma, 25 de agosto de 2017. José Ricardo Pereira da Costa

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