Reginaldo um homem bom, mas só isso não basta!

Publicado em às 11:15.
Por Da redação

O ex-prefeito de Presidente Kennedy, Reginaldo Quinta – PMDB é um velho conhecido de todos os kennedenses. Eu duvido que haja na cidade um conterrâneo que nunca tenha ouvido falar de Reginaldo. Em cada canto da velha Batalha ele pisou e ainda pisa. Ele fala a língua do povo.

Eu duvido também que população não reconheça a sua bondade de coração. Assim como duvido, que ele tenha negado alguma coisa a alguém nessa vida. Reginaldo é um homem de fácil linguagem e de um coração que parece não ser dele.

Já presenciei vários atos de bondade dele e soube de vários outros casos. Ele levou e trouxe muitas famílias à Vitória, quando nem era nada na Prefeitura. Isso foi quando ele só tinha um boteco apelidado de Copo Sujo, na Grande Vitória.

Eu soube que ele ajudou pessoas com dinheiro para diversas finalidades. Construção de casas, compra de remédios, exames… Ouvi falar também que em algumas ocasiões em que ele visitava comunidades para inauguração de pequenas obras, ele distribuía dinheiro vivo às pessoas mais economicamente desfavorecidas. Era de 2 mil a 6 mil por dia, de mão em mão, ele era idolatrado pelo povo da roça.

Meu pai foi demais ajudado por ele, e Reginaldo nem era político, na época que o câncer matou meu herói. Minha mãe tem adoração por ele. Ela fez vigília de oração quando o mesmo esteve preso, e disse que tinha certeza de que ele jamais desviou qualquer tostão da Prefeitura.

Eu vi a população atônita no dia da prisão, uns foram para frente da Prefeitura e não acreditavam em nada que estava ocorrendo.

É fato que ele ajudou muita gente e distribuiu muitas cestas básicas. Eu me lembro de uma cena num lugar, acho que, São Bento, uma mulher com oito filhos, desempregada, que vivia a base de Bolsa Família, que aguardava o carro pipa chegar com a água. Ela também aguardava a cesta básica e tinha como presente a miséria em que vivia e as migalhas que recebia. Essa mulher e tantas outras não sabem que têm direito a água tratada, a trabalho e dignidade. Mas ela acha que as facilidades oferecidas por aquele homem bonzinho e tantos outros por ai afora é tudo que ela merece. Ela não tem informação e nem conhecimento para compreender que ser bonzinho não é o suficiente para ser um bom gestor.

Talvez a população que resida no interior e muitos que residem na sede, ainda não saibam quantos ônibus saem da cidade rumo às faculdades todos os dias, e quantos alunos cursam até o doutorado com o dinheiro que é dela.

Talvez as pessoas lá do interior que ganhavam dinheiro sem sair de casa, cestas e Bolsas, não sabem a quantidade de famílias que vivem hoje com a renda da Feira Livre, com o trabalho realizado.

Talvez aquelas pessoas não saibam o quanto o pecuarista e o produtor sofreram com a seca e o que foi feito por elas nos tempos difíceis no curral e nas plantações.  E talvez muitos dos que defendem o candidato a voltar a Prefeitura tenham se esquecido do senhor interventor, dos TAC`s com o MP, das toneladas de merenda que foram incineradas, dos milhões investidos nas cadeiras de rodas que nunca chegaram a quem necessitava.

Talvez, eu creio, que essas pessoas não sabem que estão sendo construídos 163 quilômetros de asfalto que vão retirar a poeira da casa delas. Ou sabem que comunidades inteiras receberam pavimentação nas ruas, postos de saúde, creches… Sabe sim, que 12 escolas foram reformadas, que Kennedy teve reformas nos ginásios de esportes, construção de praças, reforma do PAM, mutirão de saúde, e sabe também que não precisa mais mendigar por uma consulta com um ortopedista, um ginecologista ou qualquer outro especialista. Sabe, mas talvez esteja com uma mulher de Marabá, defende Reginaldo porque teve promessa de emprego, mas abandonou a faculdade que estava em dia sendo paga por essa gestão.

E quem sabe, essas pessoas, lá da roça ou da sede, ainda não se deram conta que o Córrego Batalha está sendo canalizado, e que o esgoto vai parar de cair no centro da cidade.

É, eu penso que, Reginaldo é realmente bonzinho, ele visita as casas das pessoas e toma café. Paga uma dose de pinga e um tira-gosto em uma venda por aí a fora. Eu posso imaginar que ele diga a muitas pessoas que vai dar emprego e pagar R$3 mil por mês a um gari.

Que ele vai trazer indústrias, que vai governar para o povo. Sim… Mas, como àquela senhora, lá de São Bento e muitas de Boa Esperança, Buraca, Cacimbinha, Areinha, Gromogol, e outros cantos da minha amada Presidente Kennedy, existem muitas pessoas que são apaixonadas pelo homem bom que é o Reginaldo, e que eu tenho certeza, de que, não foi devidamente instruído na época que esteve prefeito para saber que acabam em cadeia os desvios, que o dinheiro dos cofres não o pertencem e nem a seus assessores.

Reginaldo, ‘entrou pelo cano’ pela ingenuidade, por acreditar em pessoas que talvez, novamente, estão o instruindo de forma equivocada. Ou, por ter se deixado levar pelo poder e pela tentação.

Uma campanha política, não se deve fazer mentindo, usando pessoas inocentes com propostas que não podem ser cumpridas. Com ameaças, com baixaria nas redes sociais, com intimidação…

Outro dia eu ouvi um eleitor dele, que disse com todas as letras para mim: Reginaldo é meu amigo. É um homem bom! Ele vem a minha casa, ele toma café comigo, ele paga uma pinga para quem tiver no bar, ele me ofereceu uma coisa que eu não posso falar, e eu vou votar nele…

Mais do que ser bonzinho, é ter a responsabilidade de olhar a cidade, a cidade que precisa atrair empresas, que precisa de um planejamento feito junto com a população, que necessita de progresso, mas que esse seja participado nas escolhas de cada um. Mais do que ser um homem do povo, é preciso ser um homem de responsabilidade, de apreender que nem todos que o rodeiam querem de fato o bem da cidade, e talvez uma oportunidade de olhar apenas para o seu umbigo.

Desculpe-me a sinceridade, não podemos pensar em colocar amigos para trabalhar conosco, não podemos pensar em oferecer ao povo facilidades e mentiras, os nossos conterrâneos merecem dignidade e dignidade não se compra com dinheiro, favores e facilidades.

Reginaldo, eu não tenho nada contra o senhor, mas eu não posso comungar com uma política irresponsável, que trouxe a intervenção para cá, que atravancou o progresso quando ele já devia ter acelerado muito mais, por isso, Reginaldo, eu sei que o senhor é um homem bom, mas, só isso não basta!

 

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