SHAKESPEARE EM X-MEN: APOCALIPSE?

Publicado em às 13:12.
Por Fabiani Rodrigues Taylor Costa

A Tempestade, peça de Shakespeare, datada de 1610 (ou 1611?), traz três personagens marcantes – Calibã, Próspero e Ariel – que foram tecidos em várias metáforas por pensadores, críticos e escritores renomados, fazendo com que tal peça demonstre que o tempo só faz um texto literário tornar-se clássico e imbuído de polifonia que, na medida do possível, ecoa para outras artes.

Esse jogo intertextual, percebido no último filme dos heróis X-Men: Apocalipse, traz as três personagens da peça de Shakespeare nessa história cinematográfica. Logo de início, no filme, aparece a personagem Calibã que, na peça teatral, é fruto da relação de uma bruxa com um monstro marinho. Ele é, portanto, um híbrido, escravo de Próspero na peça, tenta sempre praguejá-lo e, na surdina, se dar bem, tal qual no momento em que tenta violar a honra de Miranda, filha de Próspero. No filme, Calibã é um mercenário, ele também é um escravo, mas tenta se dar bem sobre os outros mutantes, até a chegada do Apocalipse.

A personagem Apocalipse é a personificação de Próspero, de Shakespeare. Próspero ficou durante doze anos exilado, aguardando o momento certo para sua vingança, e no exílio, ele se encontra com Ariel, preso a uma árvore. Mas, Próspero, com sua magia, libertou-o e, como gratidão, Ariel passou a servi-lo. Assim foi com o Apocalipse do filme, ele ficou muitos anos esquecido nos escombros de uma pirâmide e, quando retornou, seu discurso era de liberdade para os mutantes, desde que estes o ajudassem a destruir o mundo.

Enfim, Shakespeare, em sua peça, traz a personagem Ariel com múltiplas habilidades, misteriosas e até mesmo não-humanas, como mergulhar no fogo, executar uma tempestade e tantas outras peripécias encomendadas por Próspero. E o que dizer do Apocalipse quando recrutou seus mutantes para executar as tarefas por ele almejadas?

Não se pode negar que em meio a tantos efeitos especiais que nos chamam a atenção, em X-Men: Apocalipse, lá está nosso velho Shakespeare.

 

LI E GOSTEI

O livro A literatura em perigo, de Tzvetan Todorov, fala-nos que não se pode negar que a história literária pode ser ensinada como um princípio de análise estrutural das obras, mas não como o fim, pois é preciso analisar o sentido da obra que, por sua vez, tem um diálogo com o contexto.

 

ASSISTI E GOSTEI

O filme SPOTLIGHT segredos revelados, 2015, ganhador do Oscar de melhor filme, dirigido por Tom McCarthy, conta-nos a história de um grupo de jornalistas, que teve coragem de denunciar a pedofilia praticada por alguns padres, em Boston, nos Estados Unidos.

 

FRASE DO DIA

“Os livros são ecos da alma e do coração.”

OUVI E APROVEI

Lá da internet, paródia de Roginei Paiva: Pode ser chato ou legal/ Barroco é paradoxal/ Marca central é a antítese/ Tem-se prazer ou martírio/ Mulher é anjo ou demônio/ E leva o homem ao delírio…

 

 

 

 

 

 

 

 

E A GRAMÁTICA…

Misturando Letras e Números

Decifre o texto abaixo:

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

Fonte: Só Português

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