Dez anos de Bienal Rubem Braga

Publicado em às 14:03.
Por Roney Moraes
“Tudo o que nos separava subitamente falhou”, Rubem Braga.
 
Para homenagear e manter viva a memória do aclamado “Sabiá” da crônica, o maior evento cultural do sul do Espírito Santo, a Bienal Rubem Braga, chega a sua sexta edição. Uma extensa programação cultural vai comemorar os dez anos da festa literária de Cachoeiro de Itapemirim-ES e a Praça de Fátima, no fim de maio, será, mais uma vez, palco, picadeiro e biblioteca desta comemoração cultural.
Para quem acompanhou de perto todas as edições da Bienal Rubem Braga, esta não será diferente. Por sorte (ou não!) estive me metendo em todas. Nas duas primeiras (2006 e 2008) trabalhei com textos e assessoria de imprensa. Em 2010 criei o blog www.bragaebraga.blogspot.com.br para preservar a memória do evento.
A partir da edição de 2012, a Bienal passa ter uma temática fixa inspirada na crônica “A Borboleta Amarela” escrita em 1955, por Rubem. Neste ano participei com uma oficina sobre “Vivências entre a Leitura e Literatura”. Foi uma experiência fantástica.
Na última V Bienal Rubem Braga, no entanto, fui mais que um convidado. Participei na escala da Sala “Rubem Braga”, gerenciada pela Academia Cachoeirense de Letras (ACL) para os lançamentos de livros. Inclusive, na ocasião, lancei “A arte no divã”. Publicação que ganhei pela Editora Delicatta de São Paulo. Também, em 2014, fui mediador de um debate com duas pessoas que admiro: o crítico literário Paulo Franchetti e a filósofa Marcia Tiburi. Falamos sobre a “Formação do pensamento crítico na literatura” e depois comemos sushi.
A bienal, em momentos anteriores, já recebeu alguns desses gigantes do universo acadêmico, da literatura, teatro, filosofia e poesia nacional como Affonso Romano de Sant’Anna, Tônia Carrero, Viviane Mosé, Ferreira Gullar, Antônio Nóbrega, Elisa Lucinda, Marco Antônio de Carvalho, Isabel Lustosa, Domício Proença Filho, Antônio Carlos Secchin, Ivan Junqueira, Roberto Da Matta, Beatriz Resende, Adriano Espínola, Paulo Franchetti, Marcia Tiburi, entre outros.
Que esta festa, em 2016, continue rompendo as barreiras da erudição e faça os mais humildes perceberem que o texto de Rubem Braga foi, é e sempre será popular, apesar de seu sincronismo entre o cotidiano, a literatura e o viés poético.
Como o tempo passa e a sexta edição já está aí. Lá se vão 10 anos de Bienal Rubem Braga. E a festa literária terá início na última semana do mês de maio! Não seria mais oportuna. Comemoro com os familiares e amigos, dia 31, mais uma data natalícia e nada melhor do que ver cultura brotando pelos quatro cantos de Cachoeiro num evento de tamanha importância para a cidade. Ao município e as pessoas responsáveis por criar e manter o evento, meus sinceros agradecimentos, independente de sucessões políticas, a Bienal é intocável. Este é o melhor presente que um humilde cachoirense poderia receber!

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